Alguns momentos com algumas amigas, até mesmo pra concluir uma conversa por whats no fim da noite, não é nada simples, assuntos vem do nada e conversas que poderiam ter um ponto final se tornam em conversas intermináveis impedindo de iniciar o sono e adiando o "até amanha". Nunca fui boa com despedidas!
E se tratando da nossa despedida?
Não é diferente, não é nada simples, complexa, e dolorosa. É como ir a um velório, é terrível. Há o desejo do sempre mais, só mais um pouquinho, só mais um abraço, só mais um selinho, só mais um assunto, só mais um minuto! De repente o carro se torna uma sala de star de luxo, e não da vontade de terminar os diálogos aleatórios que surgem sem necessidade alguma, simplesmente pelo fato de ficar mais um pouquinho ali. A rua cheia de gente se torna um lugar que só existe nós e o nosso abraço de finalização de um encontro Prorrogo com todas as minhas forças o adeus, mesmo que no mesmo dia ainda venha te ver, retardo o até amanha, mesmo que venha te ver cedinho e no momento já seja meia noite. Adio a sensação dos meus olhos não te verem, de não sentir seu cheiro perto, ou não sentir suas mãos esquentando as minhas, não é fácil se ausentar dessa voz que produz em mim uma calmaria que nem a 9° sinfonia de Bethoven é capaz de produzir, como dar tchau com um um beijo que sempre deixa o doce dos seus lábios nos meus com o desejo de sempre mais um? Não faz sentido se despedir daquele que faz os meus sentidos ficarem melhores, aquele que dá o sentido para o decorrer dessa jornada. Não faz sentido essa saudação da nossa separação. E sempre que eu puder irei procrastinar o nosso adeus...
Nunca fui boa com despedidas! E porque seria com a nossa?
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