quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O desejo do futuro incerto ainda não morreu


Pra onde foram as palavras faladas por olhares ou sorrisos? 
Pra onde foram as promessas embaladas de sonhos e um futuro desejável? 
Elas foram pro mesmo lugar em que o nosso amor foi, pra um lugar que não sabemos, fugiu e não deixou bilhete falando quando irá voltar, se voltar. Nesse momento tudo o que restou são fotografias. Reveladas? Não, essas foram pra o lixo junto com as cartas que escreveu á caneta dizendo que seria pra sempre esse amor mentiroso. Mas que fotos então? As que estão na mente, empoeiradas e não há lustra móveis que retire, permanecem ali, fazendo as lembranças voltarem a tona em todos os instantes. Quando tu descobrir  pra onde foi tudo o que vivemos, peço-lhe gentilmente que me conte, ao menos irei até lá pra saber se tem esperança de um dia tudo voltar e eu novamente me encontrar no presente, já que vivo preso ao passado lamentando por um futuro que talvez não exista. 

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