domingo, 15 de junho de 2014

Deixe o vento pra lá!

E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o an-dando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus. Mateus 14:22-33

Esse é um texto fantástico da Palavra de Deus, o qual demonstra a fragilidade do ser humano e o poder de Deus.Um ser humano comum, porém que acreditava no sobrenatural, fez algo que nunca tinha sido descrito antes. Quantas vezes já tentamos andar sobre as águas? Várias! Claro, que na brincadeira quantas vezes nossas pernas automaticamente caem piscina abaixo e vão de encontro ao fundo.
Fico imaginando no Mar! Wowww…. dá até um frio na barriga, Pedrão surfando! Simplesmente sensacional, e ainda sem prancha. Mas sempre que leio essa passagem algo me chama atenção… Mesmo depois de uma experiência como essa o texto ainda relata: ”Reparando, porém na força do vento, teve medo, e, começando a submergir, gritou: Salva-me Senhor!” Meditando um pouco, vemos que o vento é algo passageiro, algo invisível, inconstante. Temos a oportunidade de olhar para Jesus, e mesmo assim, as vezes nos preocupamos com mínimas coisas, ao invés de curtir, desfrutar do sobrenatural, perdemos tempo com coisas que não vão acrescentar nada em nossas vidas.
Como somos frágeis! Poderíamos apenas desfrutar do olhar de Jesus, mas não, vamos reparar no que? Justamente naquilo que nos tira a paz, maldita inconstância a nossa!  E mais uma vem vez a graça de Deus… ”E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, porque duvidaste?”
Nesse momento, o vento ainda não tinha acabado, mas agora Pedro, mesmo com medo, estava segurando na mão daquele que opera no sobrenatural, Jesus com todo amor e carinho, o repreende, e o chama de homem de pequena fé (mesmo sabendo que Pedro foi o único que teve coragem de ir). ”Subindo ambos para o barco, cessou o vento.” E assim fica um grande ensinamento para nós!
Vamos ignorar a força do vento e nos concentrarmos no sobrenatural?

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